terça-feira, 28 de agosto de 2012


Qualquer igreja que não aceite que é formada por homens e mulheres pecaminosos, e que existe para eles, rejeita implicitamente o evangelho da graça. Como diz Hans Küng:

"Ela não merece nem a misericórdia de Deus nem a confiança dos homens. A igreja deve estar constantemente consciente de que sua fé é fraca, seu conhecimento incompleto, sua profissão de fé hesitante, de que não há um único pecado ou falha do qual ela não seja de um modo ou de outro culpada. E embora seja verdade que a igreja deva sempre se dissociar do pecado, ela não pode jamais ostentar qualquer desculpa para manter qualquer pecador à distância. Se a igreja permanecer de modo farisaico distante dos fracassados, das pessoas irreligiosas e imorais, não pode entrar justificada no reino de Deus. Se, porém, permanecer constantemente conscientizada de sua culpa e de seu pecado, pode viver em jubilosa consciência do seu perdão. A promessa dada a ela é que qualquer um que se humilhar será exaltado" 

Conta-se a história que um pecador notório foi excluído e proibido de entrar na igreja.
Ele levou as suas dores a Deus: 
— Eles não me deixam entrar, Senhor, porque sou um pecador.
—Do que é que você está reclamando? — Deus perguntou. — Eles também não me deixam entrar.



Brennan Manning

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